Sábado, 11 de Junho de 2011

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9

O Dia dos Namorados chegou seis semanas após o nosso casamento. Eu tinha expectativas sobre aquele primeiro evento. Fui à loja e tive uma ideia sobre um cartão que eu mesma poderia fazer. Desse modo, achei que o dinheiro que meu esposo gastasse num cartão para mim não pesaria tanto no orçamento.

Meu esposo queria me dar um grande ramalhete e um presente caro, mas sabia que não tínhamos tanto dinheiro e pôs o desejo de lado. Depois do expediente, ele pediu que seu amigo o deixasse perto de casa; então, pulou a cerca que margeava a rodovia. Ansiosa, porém inocentemente, subiu correndo os degraus até nosso apartamento para ver-me o quanto antes. Quando lhe dei o cartão e percebi que ele não tinha trazido um para mim, subi as paredes.

Nos anos seguintes, quando chegava o Dia dos Namorados, meu esposo me dava presentes especiais. Mas, todos os anos, ele também mencionava sua omissão naquele primeiro acontecimento. E quando contava a história a outras pessoas, sempre dizia: “E ela nunca me perdoou.” Isso me intrigava, porque eu me esquecia da história até que ele a trouxesse à tona outra vez, no ano seguinte. Parecia que havíamos trocado os papéis – ele se lembrando, e eu me esquecendo.

Num ano, o Dia dos Namorados caiu no dia em que geralmente vou ao escritório do meu marido para a reunião da equipe. Os funcionários disseram que ele lhes contara acerca do nosso primeiro Dia dos Namorados, e que acrescentara: “Ela nunca me perdoou.” Mais uma vez, foi uma surpresa, pois eu me havia esquecido de novo. Então, contei aos funcionários a minha versão: eu passei aquele dia todo em casa, enquanto ele trabalhava, e quando ele chegou sem um cartão para mim, fui insensata ao reagir de modo imaturo e cruel.

De repente, olhei para meu marido sentado ao meu lado e disse: “Acho que você não me perdoou.” Agora tudo fazia sentido. Não era ele quem precisava ser perdoado – era eu.

Pedi perdão e lhe disse que a maneira de eu saber que ele me havia perdoado era se ele nunca mais mencionasse o episódio.

Neste ano ele não tocou no assunto, e gostei muito do ursinho de pelúcia que ele me trouxe com amor.


Lana Fletcher


publicado por Colegio Eficaz às 19:36
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